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quinta-feira, 27 de maio de 2010

PsicOfilmE: Fúria de Titãs ("Clash of Titans", 2010)

"Realese the Kraken!!!". É esta frase que marca o trailer, consequentemente, o filme Fúria de Titãs, estréia da última sexta-feira nos cinemas. Para quem não sabe, a frase significa "Liberte o Kraken" e se você não sabe quem é Kraken, provavelmente nunca viu Piratas do Caribe e vai precisar da ajuda do bom e velho Google.

Fúria de Titãs, para começo de conversa, é a refilmagem de um clássico homônimo de 1981 que já foi cliente da Sessão da Tarde mas não figura no programa já há algum tempo. O filme original contava lenda grega do herói e semideus(meio homem meio deus) Perseu que se rebelava contra seu pai, Zeus, uma vez que os deuses estavam descontentes com os humanos. Na produção oitentista, Zeus viola os aposentos de um rei e fecunda sua esposa. Irritado com o bastardo divino, mas sem querer sujar as mãos de sangue, o rei joga suas esposa e a criança no mar e eles são levados à cidade de Argos. Burlando alguns aspectos do mito, apenas Perseu sobrevive e é criado por pais adotivos. Muitos anos se passam e os atuais reis de Argos se rebelam contra os deuses que, por sua vez, irritam-se com a insolência de suas próprias criações. Como punição, os deuses decretam que a princesa Andrômeda, noiva de Perseu, deverá ser sacrificada ou então é a cidade inteira cairá pelas mãos da mais terrível criatura já vista: o Kraken. Perseu, então, parte numa busca pela única coisa que pode derrotar o monstro: a cabeça enfeitiçada da Medusa. Durante o caminho até lendária mulher, o semideus precisa enfrentar todo tipo de criatura mitológica imaginável. Para passar por tais desafios, ele conta com presentes divinos: a espada de Zeus(rei dos deuses e senhor dos céus), o escudo de Athena(deusa da sabedoria e da batalha) e o elmo de Hades(deus dos Mortos) além, é claro, do lendário cavalo alado, Pégaso. O escudo, aliás, é essencial em sua luta com a Medusa, já que nenhum homem poderia olhar em seus olhos e não ser transformado em pedra. É com o interior espelhado do objeto que Perseu pode ver a fera e cortar sua cabeça (o que valeu uma cena memorável no filme de 81).

Ciente a trama do pai deste atual bockbuster, sua história fica simples de ser contada. Só preciso, agora, enumerar as diferenças. A primeira delas é uma personagem nova (dentre muitos personagens novos) que tira de Andrômeda o posto de dona do coração do herói; depois, podemos contar com os monstros e o vilão principal que mudam bastante - porém com as partes marcantes e já consagradas reproduzidas; temos, também, a primeira representação de um Pégaso preto(!!!) que, mesmo sendo um lindo alazão negro ainda assim não é o que estamos acostumados; mas o que mais me incomodou foi a ausência das armas divinas - exceto a espada, que não fica clara de que deus é -  e o escudo que é naturalmente espelhado mas não é de Athena. O resto é uma versão 2010 da mesma coisa.

O filme é muito divertido, quero dizer, não vá esperando um grande roteiro e falas dignas de Oscar, mas pode ir querendo muita ação a cada segundo e gráficos sensacionais. O Pégaso está incrível; o Olimpo, magnífico; o visual dos deuses absurdo e o Kraken então... colossal. Mesmo com o protagonista Sam Worthington meio canastrão como Perseu, temos três atores que dão uma competência digna a seus personagens: Lian Neeson esbanja poder interpretando Zeus, Ralph Fiennes - vilão conhecido desde Lord Valdemor em Harry Potter - nos mortra um Hades com o a medida exata de puro terror e Mads Mikkelsen -  que fez o vilão LeChifre em 007 Cassino Royale - coloca importância num personagem simples, o capitão Draco, de Argos.

As armaduras dos deuses são um espetáculo a parte. Além de muito bem planejadas, um efeito em computação gráfica as faz brilhar, mas não de uma maneira ridícula! Está mais para... celestial. Todos os cenários são grandiosos, seja no covil das Parcas, no Rio Estige ou no indescritível monte Olimpo, nossos olhos são presenteados com alguma surpresa -  quem for ver o filme repare no formato no covil das bruxas ou no chão da sala principal da morada dos deuses. Destaque também para a abertura do filme, muito bem pensada.

Bom, passada análise e já feita a recomendação, devo tocar num assunto que mexe com quem gosta de ir aos cinemas: o 3D. O filme em questão aqui não foi nem pensado em 3D. Devido ao monstruoso sucesso de Avatar, os estúdios gananciosos da Warner adiaram em um mês o lançamento de "Fúria" só para a conversão na tecnologia que consagrou o filme de James Cameron. O problema está aí: passar para o 3D um filme pensado em 2D não funciona! Por se tratar de uma produção de ritmo frenético, há cenas em que a câmera só lhe mostra borrões, devido às batalhas. Se isso já incomoda num filme normal, imagina ver borrões em 3 dimensões! Não se espante se você, por acaso, se sentir meio vesgo durante algumas passagens enquanto tenta acompanhar a ação... Fora isso, temos também um 3D sem grande profundidade onde você quase não percebe a clássica "imagem para fora da tela" que caracteriza essa tecnologia. Vá por mim, não vale a pena pagar ingressos, por vezes, muito mais caros por algo que fica devendo o que promete. Curta Fúria de Titãs de maneira tradicional (vai gostar mais ainda do filme) e se deslumbre com o que os efeitos especiais modernos podem fazer com uma lenda tão ancestral.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PsicOfilmE: Os Reis da Rua ("Street Kings")

"A cidade deles. As regras deles. Sem prisioneiros"
Na semana em que um policial do BOPE, no meio da adrenalida de um tiroteio, matou um trabalhador pois confundiu uma furadeira com uma arma de grosso calibre, o PsicOfilmE deveia ser temático e tratar da Polícia. Pois bem, o papo de hoje é sobre um filmão relativamente recente: Os Reis da Rua.

Lançado em 2008, Os Reis da Rua conta o cotidiano de um grupo dentro da polícia da cidade americana de Los Angeles. Liderados pelo Capitão Jack Wander, uma equipe de policiais agem como a lei suprema nas ruas da cidade, tudo como um plano de Wander para ser, literalmente, a lei-acima-da-lei em seu território. Desta equipe, faz parte o atormentado Tom Ludlow, perdido no meio de corrupção (inclusive da própria) e do crime. Jack Wander, Ludlow e os outros agem julgando, condenando e, muitas vezes, executando quem querem quando querem. Na sua ausência, fabricar evidências não é um problema. Para caçar esse time que age acima da lei está o Capitão James Biggs que sabe que é na instabilidade  de Ludlow que ele irá conseguir desmontar o esquema. A trama toda começa com o assassinato do Ex-parceiro de Tom, Terence Washington, durante um assalto numa loja de conveniências. Entre flashbacks e explicações, sabemos que Terence deixou seu parceiro pois não gostava de suas atitudes, e acaba por denunciá-lo. Na hora do assalto, Tom havia seguido Washington para um "acerto de contas" via socos e pontapés. Também presente no tiroiteio na loja, mas sem ferimentos, acidentalmente um disparo de sua arma acerta Terence e ele é incriminado como mandante da execução, afinal, todos sabiam de suas diferenças com seu ex-parceiro. Mesmo com a ajuda de Wander para limpar as evidências, e com Biggs em seu encalço, Ludlow está desconfiado de que armaram para ele e quer saber quem foi o verdadeiro mandante do crime.

Se afastando cada vez mais de sua antiga equipe, ele alia-se a um jovem tenente numa busca entre traficantes e corruptos para descobrir a verdade, até que se torna um estorvo par os que antes o protegiam. A partir daí, o bom do filme é saber quem está por trás de tudo. Você muda de suspeito a cada nova pista, e o final é realmente muito bom.

Wander é interpretado pelo "bi-ganhador do Oscar" Forest Withaker; Ludlow, pelo eterno Neo, Keanu Reeves; o tenente que ajuda o personagem de Reeves é o Tocha-Humana, Chris Evans; Biggs é o genial Hugh Laurie e muitos outros grandes atores fazem pontas e participações menores. Um elenco talentosíssimo segura um filme com um roteiro que realmente poderia ser um pouco melhor mas não deixa a desejar com oque tem . O que faz, ele faz bem. Os meios que a equipe protagonista usa para justificar suas ações são brilhantes; a ação e adrenalina, eletrizantes e o desfecho, sensacional.
Vale a pena conferir bons policiais corruptos e lembrar quem eles não se criam com nosso Capitão Nascimento... Os Reis da Rua é um filmão, dirigido pelo roteirista de S.W.A.T. - Comando Especial e Dia de Treinamento, o que já é motivo suficiente para assistir. Vele conferir.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

E você pensava que VOCÊ não sabia falar inglês....

Eu não posso dizer muita coisa sobre esse vídeo aqui que não seja ASSISTAM! Depois dele, quem se achava um inútil em inglês, vai ficar com a consciência tranquila, e quem manja do idioma, vai curtir ainda mais o vídeo! Confiram:

Comentar não dói! Abrace essa ideia!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PsicOfilmE Especial: As Melhores Coisas do Mundo (2010)

Primeiro PsicOfilmE em tempo real, de uma obra que está em cartaz! Acabo de voltar do cinema, e não poderia deixar de indicar este filme nacional (leiam o post antes de criticar...) que é feito para você que lê este blog, para mim, que escreve e para todos os jovens do planeta. "As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky.

Como 98,8% de vocês, e cinéfilo assumido, tenho meus motivos para pôr o pé atrás quando o assunto é cinema nacional. Hoje não foi diferente. Dirigi-me ao melhor cinema de Niterói para comprar antecipadamente meu ingresso para a maior estreia do 1° semestre de 2010, Homem de Ferro 2, nesta sexta-feira. Como os bilhetes só estarão disponíveis amanhã, e eu não queria perder a viagem, decidi ver o 2° maior filme do 1° semestre deste ano, "Alice no país das Maravilhas", de Tim Burton, só que o 3D não estava funcionando... Ainda não querendo inutilizar meu deslocamento, fui para uma sala de projeção próxima, porém fraca em relação a outra, e, talvez por isso, muito baratinha. Devido ao preço e a minha frustração, cheguei no cinema e pedi um ingresso para o filme que começaria mais perto do horário da ocasião. Resultado: caí de pára-quedas num dos melhores filmes sobre o universo adolescente que já tive a oportunidade de assistir.

Baseado numa série de livros, As Melhores coisas do Mundo narra a trajetória do jovem "Hermano...Mano" como ele mesmo diz. Mano é um adolescente de 15 anos com direito a tudo que esse título representa: A pressão dos pais, a investida dos amigos para que perca a virgindade, um amor impossível, tentar fazer parte de determinado grupo ainda tentando ser você mesmo, ser ou não influenciável... Enfim, tudo que eu e boa parte de quem lê isso agora passa. Quando cheguei para assistir o filme, estava aterrorizado com a ideia de ser uma obra tratando de adolescentes e seus dilemas como uma Malhação da vida (até porque o feioso do filho do Fábio Jr., Fiuk,está no elenco, e bem razoável até.). Mas, meu amigos, garanto que não é.

Mano, interpretado com verdade por Francisco Miguez, precisa enfrentar a separação de seus pais, e a descoberta da homossexualidade de seu pai (motivo de momentos divertidos e emocionantes na película). Dividindo isso com seu irmão (Fiuk) ele torçe para que ninguém na escola descubra o fato, já que lá rola "um Big Brother do mal" (segundo ele), representado por uma blogueira que espalha fofocas e segredos de todos. No meio disso tudo, ele lida com a frustração da virgindade (a primeira seqüência do filme retrata ele e os amigos indo a um prostíbulo, onde Mano, não faz nada) e a sua timidez natural. Para suportar a pressão, ele conta com sua amiga Carol, seu amigo Deco e um professor de violão que funciona como sua consciência, seu concelheiro, Marcelo (Paulo Vilhena). Destaque para Denise fraga que interpreta a mãe de Mano e o faz com uma beleza rara (atenção a uma certa cena com ovos...). Enquanto Mano é o tímido, Deco é o oposto. Fica com todas as meninas, bebe muito, fuma, zoa o plantão, e é aquele cara que tira onda de experiência e te empurra ou encoraja a chegar numa menina ou fazer uma besteira... quem não conhece um Deco na vida que atire a 1° pedra.

A trama do filme não deixa muito clara a localidade da história. Mesmo muitas vezes se tendo certeza de que trata-se de São Paulo, os créditos inicias tem o logo da prefeitura do Rio (e de muitas outras, incluindo a de São Paulo) bem grande e há ocasiões em que vemos "Lapa" escrito nos ônibus. Não importa onde Mano e companhia estão vivendo, poderia ser em Los Angeles ou Londres, o centro é a vida dos jovens. É fácil notar, também, que em muitas passagens, provavelmente, deviam ter apenas um tema central onde os atores improvisaram as falas. O que torna tudo mais agradável, natural e reconhecível nas telas. Um filme de adolescentes, para adolescentes, sobre adolescentes.

Os jovens nesse filme falam como eu e vocês, agem como eu e vocês, e têm os mesmos problemas e alegrias que eu e vocês temos. Em alguns momentos tudo parecia um grande - e ótimo - documentário, devido a tamanha naturalidade das atuações. Torno a dizer, talvez o melhor filme sobre o universo jovem que eu já vi, facilmente identificável pelos espectadores de seu público alvo. Ao ver o filme, meu amigo leitor entre 13 e 20 e poucos anos, você certamente encontrará um perfil que corresponde ao seu. Seja, um jovem obscuro, um ativista, um excluído, um popular, uma curiosa, uma Carol sonhadora, um Deco safo ou um Mano indeciso. Parabéns a todos os atores, à trilha sonora (galera, escutem "Something", dos Beatles), a iniciativa, ao texto e a direção.

Aproveitem qualquer tempo livre que tiverem e assistam "As Melhores coisas do Mundo". Se não tiver com quem assistir, veja sozinho, pois aí, na hora de aparecer algo constrangedor na tela que você conhece, pode dizer "caramba! É assim mesmo!", sem gerar questionamentos. Se você é pai de adolescentes, é bom ver também, garanto que vai entender 80% dos motivos de discussões com seus filhos. Mas meus leitores jovens estão intimados a assistir! Curtam mesmo, é bom!


"Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce, ...só é mais complicado."
(Hermano... Mano)




P.S: COMENTAR NÃO DÓI...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PsicOfilmE: Forrest Gump - O Contador de Histórias ("Forrest Gump", 1994)

Filmaço! Não teria como eu começar a falar de Forrest Gump - O Contador de Histórias sem dizer isso. 6 Oscars, incluindo o de melhor ator para Tom Hanks, melhor diretor para Robert Zemeckis e o eminente Oscar de Melhor Filme. Tom Hanks é o cara e Robert Zemeckis empregou todo seu talento num roteiro sensacional que, uma vez filmado, foi marcado por interpretações memoráveis.

Forrest Gump é um jovem do interior dos Estados Unidos, com um certo grau de retardo mental. O filme começa com Gump sentado no banco de uma parada de ônibus e começando a contar a sua vida para as pessoas em volta, a partir de sua infância com sua zelosa mãe (Sally Field, sensacional), que dizia que "a vida é como uma caixa de bombons... você nunca sabe o que vai encontrar". É neste banco, com esta frase como pano de fundo e nas palavras de Forrest, que todo o filme se desenrola. A narração nos leva a conhecer toda a vida do personagem de Hanks e de seu grande amor, Jenny (a talentosa Robin Wright Penn). Mas o que torna a história do filme tão sensacional e criativa é que Forrest esteve presente em vários eventos significativos na história dos Estados Unidos (alguns do mundo, como a guerra do Vetnã), e sua biografia mistura-se ao desenvolvimento de uma nação em conflito, que eram os EUA nos anos de 70 e 80. Efeitos visuais de primeira linha para a época puseram um jovem Tom Hanks em vídeos reais, interangindo com personagens reais (como o falecido presidente John Kennedy ou outro John... o Lennon) como se lá estivesse na hora da gravação.

Gump é neto de um dos fundadores do grupo Ku Klux Klan; presenciou a segregação racial dos anos 60;  inspirou os passos de dança de Elvis Presley; conheceu o presidente John Kennedy pessoalmente e outros presidentes ao longo do filme; foi ao Vietnã; participou da equipe nacional de ping-pong dos EUA, conhecendo, por isso, o presidente Nixon e  denuncia, inocentemente, o que depois se torna o Caso Watergate e ocasiona a renúncia de Richard Nixon (quem não sabe o que foi Watergate, pesquisem, é uma sabotagen entre os partidos estadunidenses que... ah, procurem!); inspirou John Lennon a compor Imagine; criou o smile e foi acionista da Apple, de Steve Jobs. Isso tudo dentre outras peculiaridades que não significam muito para nós, brasileiros. 

O mais incrível, é que toda esta história é contada numa visão inocente, até infantil, do limitado Gump, que presencia eventos que mudaram o curso do mundo sem se dar muita conta do que estava acontecendo. Garry Sinise faz o tenente do protagonista no Vietnã, num atuação furiosa e arrebatadora, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante naquele ano.


Um filme apaixonante, extraordinário, cativante e belo (onde o cuso do mundo através das décadas acontece enquanto um jovem ingênuo persegue uma mulher perdida e atormentada, que ele nunca esqueceu). Isso é Forrest Gump, O Contador de Histórias, um dos filmes que eu mais recomendo desde o início do blog. Não um bom filme que vale a pena ser visto, mas sim, um filmaço que se deve assistir. Indicadíssimo e "isso é tudo que eu tenho a dizer sobre esse assunto" (frase registrada de Gump, Forrest Gump).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PsicOfilmE: O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow)

Em homenagem aos eventos climáticos que estão zelando pelo Rio de Janeiro recentemente, o PsicOfilmE de hoje traz uma bela história sobre catástrofes globais: O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich (não, não é sexta-feira...).

Em 2004, o especialista em destruição em massa, Emmerich (foi ele quem destruiu o mundo em 2009 com "2012"), realizou este filmão sobre os efeitos do aquecimento global nas nossas vidas. Primeiro, gostaria de deixar claro que tudo que acontece no filme realmente pode acontecer, apenas com uma pequena ressalva: os ocorridos na película levariam centenas de milhares de anos para ocorrer, e no filme elas acontecem em ALGUMAS SEMANAS! Eis aí a  maior mentira da obra, a velocidade, o resto, com força dá para aceitar.


O filme gira em torno de um climatologista do governo dos E.U.A (Dennis Quaid). Ele descobre que uma reação em cadeia envolvendo uma corrente marítima no Atlântico Norte (que fora afetada pelo derretimento das calotas polares, que foram afetadas pelo aquecimento global que foram afet...) iniciou uma série de ventos que, em pouquíssimo tempo, levarão todo o Hemisfério Norte do globo a uma nova e severa idade do gelo. A partir daí, ele precisa lidar com um Vice-Presidente que não acredita em suas previsões (pondo milhões de vidas em risco) e com seu filho rebelde que se encontra o centro de toda a catástrofe.


Dezenas de furacões ao mesmo tempo em Los Angeles; granizo do tamanho de bolas de Tênnis em Tokio; ondas de dezenas de metros de altura em Nova York; mais ao norte um ar tão gelado que congela os pulmões; uma chuva no Rio de Janeiro que... opa!... desculpa!... catástrofe errada; enfim, esses são alguns dos fenômenos que assolam a parte Norte da Terra (sim, o Brasil está fora dessa) no filme. Tudo baseado em computação gráfica de 1° linha e efeitos especias de hipnotizar qualquer crítico.


Essa Odisseia de ventos naturais serve de pano de fundo para duas partes mais dramáticas do enredo: A relação fragmentada entre pai e filho que o protagonista tem com seu primogênito e o orgulho de ser ESTADUNIDENSE (sim! Americano eu também sou!). Exemplos disso são quando o personagem de Quaid enfrenta toda a fúria da Natureza ao atravessar os E.U.A. para resgatar seu menino (que sobrevivia com amigos graças aos ensinamentos do pai. enquanto queimava livros numa biblioteca para se aquecer); ou quando, após a morte do Presidente, o Vice-Presidente tem que engolir seu orgulho duas vezes: ao aceitar que deveria ter ouvido um certo climatologista e, principalmente, ao deixar de lado todo o seu senso de superioridade e pedir abrigo para si e seu povo nos países da América Latina, não afetados pela catástrofe. Isso, sim, é legal de assistir.


O Dia Depois de Amanhã é um filme de extremos. Por ser todo fundeado em clichês e frases feitas, ou você ama ou odeia. Pode se deixar deslumbrar pelos grandes efeitos visuais e aqueles clichês antigos, que justamente por serem marcantes, fazem de um filme uma boa diversão sem grandes pretensões. Ou pode dizer: "ah, os efeitos são bons mas a história é manjada" e deixá-lo de lado. Tanto faz. Bom, é claro que eu ainda assim recomendo a todos, gosto muito deste filme. Mas, para aqueles que não se convencem apenas por boa computação gráfica, sugiro que assistam só para brincar de "jogo dos 7 erros" entre o filme e a atual situação da "Cidade Maravilhosa e Cia." Bom filme!

quarta-feira, 31 de março de 2010

PsicOfilmE: O Show de Truman, O Show da Vida ("The Truman Show", 1998)

É o PsicOfilmE. Com a vitória de Marcelo Dourado no término de mais uma enfadonha edição do reallit show mais famoso do nosso país, o Big Brother Brasil, a coluna de hoje fala de um filme também sobre realities. "O Show de Truman, O Show da Vida", com Jim Carrey.

Realizado em 1998, "O Show de Truman" é mais um dos trabalhos em que o famoso (e bom) comediante Carrey tentou levar um Oscar mostrando o bom ator que é (como fez em "Cine Majestic", por exemplo). A trama do filme relata a vida do ingênuo Truman, que fora selecionado dentre milhares de crianças rejeitadas ao nascimento para protagonizar o maior e mais real show de TV do mundo. Um mega estúdo, onde se podiam controlar sol, noite e clima funcionava como a cidade de Truman, onde todos, eu disse TODOS, os "moradores" eram atores. Isso inclui os pais, parentes, esposa e amigos de Truman. Tudo filmado e transmitido 24h por dia, sob o comando do implacável e apaixonado diretor Christof (Ed Harris), sendo o programa mais visto e de maior duração da história da televisão mundial. Muitos eram os que tentavam invadir o estúdio para alertar o personagem de Carrey, de como sua vida era programada. Havia movimentos dos direitos humanos que queriam impedir o show mas a legião de fãs da atração era muito maior. Todos os integrantes do elenco de habitantes da cidade (isso inclui o "pai" de Truman) que já se conscientizou e também tentou acabar com tudo, fora tirado, sumariamente da "Cidade", e Truman recebia alguma desculpa esfarrapada. Toda vez que aproximava-se da verdade, seu melhor amigo sempre aparecida do nada e mudava de assunto.

O 1° banho, passo, palavra, amor, beijo, desilusão amorosa, relação sexual, enfim, tudo da vida do protagonista fora uma farsa transmitida ao vivo. Com o tempo, Truman começa a desconfiar de que sua vida é selecionada. Por exemplo, quando escuta no rádio a narração de seus movimentos; decora exatamente as pessoas que sempre passam, nos mesmo horários, todos os dias, sem nenhuma alteração, nos mesmo locais; tenta viajar de ônibus e sempre há algum problema, ou de barco e sempre há uma tempestade, ou de carro e há um acidente na estrada; ou então quando discute com sua mulher e acaba por agredi-la e ela grita "façam alguma coisa!", e ele indaga-se a quem aquele "façam" estaria sendo dirigido. A verdadeira luta começa quando Truman se convence de que sua vida é um roteiro e começa a lutar para sair, ele só não sabe como e nem... de onde.

O filme é engraçado, por vezes, e faz-nos pensar muitas outras. Na verdade trata-se de uma crítica à sociedade, fascinada com o aprisionamento de um ser humano que está tendo toda a sua existência privada de experiências reais. Numa potência elevada, diz respeito ao entretenimento fácil e eventualmente cruel que a televisão impõe e o povo apoia. Como, por exemplo, massas que se divertem com o sofrimento, a humilhação ou o humor fraco ou escatológico dos outros. Em tempos de BBB's oferecendo 1,5 mi para um desconhecido por... NADA, batendo recordes de audiência enquanto ninguém assiste os veículos de responsabilidade social ou cultural realmente importantes, "O Show de Truman, O Show da Vida" é uma excelente pedida. Divertido e atual, merece ser conferido.

quinta-feira, 25 de março de 2010

PsicOfilmE: Um Sonho Possível ("The Blind Side", 2009)

Só para manter a linha de raciocínio, o último PsicOfilmE  foi premiado no Oscar desse ano e este agora também. Responsável por fazer da carismática - e com pouca identidade na carreira - Sandra Bullock uma detentora de um prêmio de Melhor Atriz da Academia, Um Sonho Possível é um filme sobre uma historia real que aconteceu com a família Tuohy, nos E.U.A. Alguns críticos disseram que o filme não era bom pois estava programado para emocionar e tentava passar uma mensagem furada de altruísmo. Quer saber o que o PsicOgansO diz pra eles: "Vão tomar no olho dos seus QUACK, seus filhos da QUACK! O filme é bom pra QUACK!". É mais ou menos isso.

Na trama, um jovem negro e pobre, gigantesco em seu tamanho e um doce de pessoa, acaba caindo de para-quedas na vida de uma família rica. Michael Oher, também chamado de Big Mike (interpretado com verdade por Quinton Aaron), cresceu em um  bairro violento, sem pai e com uma mãe viciada em drogas. Quando muito pequeno fora tirado de sua casa e foi pulando de família em família adotiva, sempre fugindo e voltando para casa. Aprendeu desde cedo o que era o preconceito e a ignorância e sabia que nada era de graça. O filme começa quando seu atual pai adotivo o leva para a escola cristã e os convence a aceitar o jovem por seu potencial para o futebol. Cercado de pessoas brancas e endinheiradas em todo lugar, Michael se disfarça na timidez,  fingindo ser burro (realmente não era nenhum gênio, mas também num era burro), quase sem falar, beirando um autismo. Depois de fugir de novo, acaba por cruzar com a família liderada por Leigh-Anne Tuohy (Bullock). Acaba sendo acolhido pela família  e, aos poucos, começa a se sentir parte dela. Legh-Anne luta por Michael desde suas roupas até suas notas. Faz com que ele estude e com que vire um astro do Futebol Americano. Big Mike não tinha muitas aptidões mas seu instinto de proteção era quase angelical. Num teste, enquanto outras áreas apontavam 3 ou 5 de nota, em Instinto de Proteção, Michael tirou 98... de 100. Este instinto o faz cair nas graças de todos que se permitem conhecê-lo e no futebol, devido a truculência do grandalhão Big Mike, isso era uma arma poderosa.

O filme é tocante. No começo você pode até achar tudo um grande xarope, mas ao fim, com cada conquista de Michael, você, sem perceber, esboça um sorriso. Sandra Bullock mereceu seu prêmio, que, ao meu ver, foi dado a ela não pelo papel em si, mas pela superação de uma atriz com comédias light no currículo, fazer com tal paixão uma mulher que realmente existe, Leigh-Anne Tuorhy.

Recomendadíssimo. Vejam Um Sonho Possível. Emocionem-se com uma história surpreendente e verdadeira, que como tudo em cinema, não foi exatamente daquela maneira, mas chega perto. Descubram, guiados por Bullock, o quão querido pode ser um jovem touro de 2,0m de altura com instinto de proteção; e vejam, guiados por Quinton Aaron, o quão mãe e mulher pode ser uma socialight esposa de um empresário ricaço.

quinta-feira, 18 de março de 2010

PsicOfilmE: Guerra ao Terror ("The Hurt Locker")

Como eu havia prometido na postagem sobre o Oscar 2010, já vi o grande vencedor deste ano e comentarei-o agora. Vamos falar de "Guerra ao Terror".
Dirigido pela primeira mulher a ganhar um prêmio de direção no Oscar, Kathryn BigelowGuerra ao Terror desbancou Avatar na premiação mais importante do cinema, e eu pude conferir o por quê. Mesmo achando que o filme de James Cameron é melhor do que o de Bigelow em meia dúzia de aspectos, ao menos o prêmio pessoal DELA foi merecido, e é compreensível a opção do filme DELA pela Academia.

Guerra ao Terror é, antes de mais nada, um filme diferente. Fala de como a guerra e a adrenalina de um campo de batalha são viciantes. Para citar um exemplo, nosso protagonista, o Sargento William James, não pára de falar de como foi seu tempo no front enquanto cozinha legumes com a sua esposa (que não aguenta mais). Parece simples, mas foram essas coisas que conquistaram os críticos. Outra cena interessante é quando os homens têm que limpar - na saliva mesmo - cada projétil de um fuzíl para que pudessem atirar, pois estes estavam cobertos de sangue; ou quando, depois de muito tempo esperando de baixo do sol, com os olhos num rifle, aguardando uma chance de atirar, o Sargento James e seu rival (Sargento Sanborn) passam um para o outro, num ato simbólico, um suco embalado para o campo de batalha. O filme tem suas horas chatas, realmente, mas ganha nessas sutilezas que exigem um olhar um pouco mais apurado para serem percebidas. Como diria Rafik, de O Rei Leão, você precisa "Olhar além do que vê".

Em termos de edição e direção o filme é realmente bom. As cenas em câmera lenta dos efeitos da onda de choque causada pelas explosões é de encher os olhos. Os ângulos de câmeras, principalmente nas horas em que os soldados estão desarmando as bombas (ah, havia esquecido, os soldados do filme são do esquadrão anti-bombas do Exercito americano no Iraque. São eles que desarmam carros-bomba e etc), são planejados para que o telespectador se sinta como um dos iraquianos que observam toda a ação nas sacadas de suas casas. É como eu disse: Eu prefiro Avatar? Prefiro, mas que este filme é bom, é.

Quem gosta de cinema, ficou intrigado com o acontecido surreal do filme mais revolucionário do ano ter sido superado por um filme relativamente barato (11 milhões de dólares. é muito para mim e para você, mas Avatar custou 500 milhões...), ou gosta daqueles documentários que mostram a realidade dos jovens no front iraquiano numa guerra sem propósito, DEVE ver Guerra ao Terror. E quem não gosta de nada disso, também deveria ver pois Kathryn Bigelow venceu de seu ex-marido de lavada (ela foi casada com James Cameron...)! É motivo mais que suficiente para qualquer feminista assistir a obra. Confiram.

quarta-feira, 10 de março de 2010

PsicOfilmE: Scarface (Scarface, 1983)




Temos hoje um grande "Fucking" filme, que é muito "Fucking" bom, e que todos "Fucking" vocês deveriam ver. A pauta agora é o Fucking "Scarface", de 1983.

Fiz a brincadeira com a palavra em inglês, pois ela (que significa, com o perdão das expressões, foda ou porra) é repetida 182 vezes ao longo do filme apenas por Al Pacino. De 1983, Scarface é um filmaço de Brian De Palma ( o mesmo de "Os Intocáveis") que conta a história de um imigrante cubano, Tony Montana (Pacino), em sua ascenção no mercado de tráfico de drogas em Miami, nos E.U.A.. A história do império do pó de Montana é um remake de um filme de 1932 (Scarface - A Vergonha de uma Nação, que foi o mais violento de sua época), e é um dos mais violentos da história do cinema, sendo censurado em alguns países, na época de seu lançamento, por seu conteúdo forte.

Tony Montana é um dos personagens mais famosos do cinema e desferiu em Scarface uma frase antológica dentro de uma cena antológica desse filme antológico. Quem nunca viu a cena original, ou alguém imitando um homem que, vestindo farrapos, porta nas mão uma enorme metralhadora e diz: >"I'm the fucking Tony Montana! Say Hello to my little friend!" (a mesma vale na versão dublada: "Eu sou a porra do Tony Montana! Diga olá pra minha amiguinha!")? Não? E então talvez algum personagem de algum filme apenas imitando a frase tão famosa? Se não viu, veja urgentemente! Outra grande cena é quando Tony enterra seu rosto numa montanha de cocaína e depois ergue a cabeça, em êxtase total. Al Pacino faz de seu traficante uma lenda (como fez com Michael Corleone na trilogia "O Poderoso Chefão" e com o Coronel Slade em "Perfume de Mulher", entre outros).

Scarface é um "Fucking" filme que marca. Realmente não se esqueçe um banheiro ensangüentado e uma serra-elétrica (quem viu sabe), ou mesmo um homem sendo metralhado e caindo de braços abertos numa piscina em sua casa (quem viu...). Vejam Scarface e se já viram, vejam mais uma vez. É um filme que não se pode morrer antes de conferir. Assistam mesmo. Aluguem, baixem, comprem (como eu), façam o que for, mas seus olhos merecem isso. É "Fucking"!!


P.S: "Say hello to my little... PATO!" (PsicOgansO)

quarta-feira, 3 de março de 2010

PsicOfilmE: Toy Story


Em homenagem ao relançamento dos primeiros filmes em 3D nos próximos meses (o 1° já está aí), servindo como prévia para o 3°, falaremos aqui hoje do grande fruto que mostrou ao mundo o potencial da Pixar: Toy Story

Companhia de animação do chefão da Apple, Steve Jobbs, a Pixar Animation Studios, em associação com a Disney Pictures, criou esta memorável fábula adaptada aos tempos modernos, onde ao invés de animais, falavam os brinquedos. Longa-metragem que inaugurou o "padrão Pixar" de animação (galera, convenhamos, quando você vê um filme da Pixar, você tem certeza que é de lá mesmo), Toy Story contava a história de um grupo de brinquedos de um garoto(Andy) que se vê preocupado com a chegada de um novíssimo brinquedo que ameaça tirar de Woody a preferência do menino. Depois da inveja consumir Woody, ele provoca uma acidente com Buzz Lightyear, o tal brinquedo novíssimo, e precisa então embarcar numa jornada para salvá-lo, redimir-se de seus erros e voltar, ele e Buzz, a salvo para casa. No caminho os personagens principais encontram muitas figuras memoráveis e estranhas. Desde E.T.s verdes até um menino destruidor de brinquedos (admita, já fomos assim), vários indivíduos e aventuras cruzam com nossos heróis enquanto eles descobrem uma forte amizade e Lightyear se descobre como um brinquedo, e não um heróis espacial.

Buzz e Woddy são apenas os líderes de uma trupe que também comporta os não menos inesquecíveis Sr. Cabeça de Batata ou Rex, por exemplo. Todos os personagens eram importantes e de fácil associação. Como um cofrinho em forma de porco, um dinossauro e um boneco de ação.

Trama muito simples, os carimbos da Pixar (ainda em seus primórdios) e da Disney, personagens carismáticos e a verossimilhança (cabível em 1995) fizeram de Toy Story um enorme sucesso. Ganhando uma sequência tão boa quanto em 1999 (Toy Story 2 - Em busca de Woody), os dois foram reeditados em 3D e o 1° já foi relançado, no dia 26 de Fevereiro. Logo depois virá o segundo filme em 3D, tudo funcionando como um aquecimento para o lançamento do aguardadíssimo "Toy Story 3... D".

Filme muito bom, animação muito legal, marcou quem já viu (minha geração) e está marcando quem pega tudo isso agora. Toy Story vale a pena e com certeza compensa o ingresso dos os saudosos como eu para vê-lo agora em 3D. E enquanto o 3 não vem, lembre-se disso:

"Amigo estou aaqui. Amigo estoou aaqui..", Lembra?

P.S.: - Estamos voando! - disse Woody.
- Isso não é voar! É cair... com estilo. -Buzz responde.
(Nunca mais esqueci)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PsicOfilmE: "Motoqueiros Selvagens" ("Wild Hogs")


Primeiro PsicOfilmE do ano. Temos aqui hoje um filme com uma bilheteria satisfatória, uma crítica nem tanto assim, mas uma empatia maravilhosa.
Simpático até a última ponta, Motoqueiros Selvagens é um típico "filmão-família". Na trama, quatro amigos de longa data, Doug (Tim Allen), Woody (John Travolta), Bobby (Matin Lawrence) e Dudley (William H. Macy), em plena crise da meia-idade e outras envolvendo cada um em particular, resolvem lembrar dos velhos tempos e dar uma sacudida em suas vidinhas um tanto monótonas e insatisfatórias. Pegam suas velhas motos, jaquetas e capacetes e saem pela estrada dos E.U.A. Claro que nenhum deles estava muito preparado para isso, e tudo se complica um pouco mais quando os "Motoqueiros Selvagens" (nome do grupo) se deparam com uma gangue de verdade. Além de diversas situações cômicas, depois do choque de realidade que recebem da tal gangue, começam a se perguntar se realmente são motoqueiros ou se são apenas coroas frustrados com uma jaqueta costurada pela esposa.

Tudo isso converge numa pequena cidade no meio do nada, onde todos se redescobrem sobretudo como os homens que um dia foram e passam a entender o significado daquilo tudo que estavam fazendo (táá bom! é clichê, eu sei, mas é bom, ué?). Junto a toda esta auto-afirmação, graças a um imenso mal-entendido, os amigos se vêem em mais um problema quando são proclamados os defensores da cidadezinha. Defender de quê? De quem? Dos "Del Fuegos", aquela guangue de verdade que confrontou-lhes com a verdade.

Altamente recomendado por mim, Motoqueiros selvagem é um filme despretensioso, divertido e de fácil identificação com o público. Sem muitas ambições, consegue entreter realmente 1h e 40min de duração, com ótimos momentos durante a produção. Reúnam a família pra ver, ou então, vejam sozinhos, não importa. Desde que vejam, qualquer coisa vale. Sem dúvida, Motoqueiros Selvagens é um filme muito do legalzinho, que pode até cair no clichê, mas cai de pé... ou melhor... cai de moto.

sábado, 26 de dezembro de 2009

PsicOfilmE de Natal - um pouco atrasado - : Milagre na Rua 34 (Miracle On 34th Steet)


Como prometido, mesmo atrasado devido ás férias, e mesmo com o Natal tendo sido ontem, o PsicOfilmE de hoje é "Milagre na Rua 34".

Filme simpatissíssimo, conta a história de um homem que acredita ser o verdadeiro Papai Noel e trabalha como o bom velhinho para uma tradicional loja de departamentos em Nova York. Com seu jeito doce, simpático e gentil, Kris Kringle (Richard Attenborough) acaba conquistando a todos e fazendo fama pelos estado norte-americano. Muitas crianças realmente achando, inclusive, que ele era o real bom velhinho. Tudo corre muito bem até que a loja rival arma uma armadilha para Kris que acaba sendo preso e acusado de ter problemas psiquiátricos. Entra em cena então uma briga judicial nada convencional para, além de provar a inocência do mais que inofensivo senhor, lembrar a todos o que é o verdadeiro natal e, principalmente, dizer se Papai Noel existe... ou não.

No meio de toda esta história, está a menininha Susan Walker (Mara Wilson), que é filha de uma das funcionárias da loja de Kris e foi convencida desde muito nova pela mãe de que Papai Noel não existe. Ao ir conhecendo aos poucos o bondoso Kringle, ela começa a entender o que realmente o Natal significa, e ainda tenta ajudar o platônico romance entre sua fria mãe (Elizabeth Perkins) e o gente-fina advogado defensor de Kris (Dylan McDermott).

Milagre na Rua 34 é a refilmagem de um clássico de 1947 chamado "De Ilusão Também se Vive". Muito divertido e carismático, é definitivamente um filme para toda a família. Ao término do filme vocês podem dizer, sem medo do ridículo, que... Papai Noel existe!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PsicOfilmE: Um Natal muito, Muito louco (Christmas with the Kranks)


Segunda parte do especial natalino de cinema do PsicOgansO - cada vez nos aproximando mais da grande data -, temos então "Um Natal muito, Muito louco".

Assim como comecei a falar de "Sobrevivendo ao Natal", na semana passada, eu aviso logo que a crítica não é lá muito chegada a este filme... Azar o deles! O filme é engraçadíssimo!
Na história, a filha única do casal Nora e Luther Krank (os "Kranks, do título original), Blair, vai passar seu primeiro Natal longe da família. Família esta que, todo ano, morando num bairro residencial há muito tempo, dá uma grande festa de Natal para toda a vizinhança. Porém, como sua filha não estará lá, eles não sentem vontade de festejar nada. É então que Luther (Tim Allen) pensa em fazer um cruzeiro, pelo Caribe, durante a comemoração. A princípio, sua esposa, Nora (Jamie Lee Curtis), não curte muito a idéia, mas quando descobre que todo o pacote do cruzeiro fica ainda mais barato do que os gastos costumeiros com a festa... bom, já sabe, ? O elenco conta ainda com Dan Aykroyd, no papel do "xerife" da rua.

O grande problema entra em cena quando os vizinhos descobrem a viagem e acham inaceitável que os Krank não comemorem o Natal. A partir daí é uma avalanche de situações muito engraçadas envolvendo os vizinhos tentando convencer o casal a, pelo menos, enfeitar a casa. Atentem para as cenas em que Luther e Nora começam a comprar as roupas para usar no cruzeiro e quando Luther acha uma "utilidade" para o dinheiro que sobrou. Ah! Um problema maior ainda é quando Blair liga, dizendo que vai passar o Natal em casa, e quer a festa de sempre. Tudo isso, em cima da hora! É quando a vizinhança, pensando em Blair, começa a fazer um "mutirão natalino" para montar a comemoração em tempo hábil. O filme é realmente muito divertido. Familiar, com certeza. Outras cenas boas são quando um coral de canções natalinas, faz questão de "cantar" na porta da casa dos Krank... sem parar!

Meu conselho? Ignorem todas as críticas negativas quanto a este filme e apenas se divirtam. Garanto que vão conseguir. Ainda mais engraçado, na minha opinião, que o filme de semana passada, Um Natal muito, muito louco, é uma excelente pedida de descontração nesta época do ano. Perfeito para se assistir depois de voltar do shopping lotado. Depois de rir bastate com os últimos dois filmes, preparem-se para "Milagre na rua 34", na semana que vem. Esse sim, é para entender a magia do Natal. Só esperar, dia 23...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PsicOfimE: Sobrevivendo ao Natal (Surviving Christmas)


De hoje até o Natal teremos PsicOfilmeS temáticos. Todos referentes à esta data tão mágica. E para abrir o especial (seria O Expresso Polar, mas já falei dele há algumas semanas)temos uma comédia: Sobrevivendo ao Natal (Surviving Christmas).
Antes de mais nada, alerto que este filme foi um fracasso de crítica e público em sua passagem pelo cinema. Nada que me impessa de apreciá-lo. Não é um humor inteligente, muito menos engajado, crítico ou ácido. Não tem uma trama original, com muitos clichês e situações manjadas. Quer saber? Dane-se! Apesar de tudo isso, o filme é muito engraçado! Quando for assistir, pode confiar em mim, coloque seu cérebro no modo de economia de energia e apenas divirta-se. Curta o que é legal.
Na história, Drew Lanthem(Ben Affleck), um milionário fútil e solitário - com um trauma infantil, leve, relacionado à época das festas -, temendo passar mais um ano sozinho no Natal, volta à casa onde cresceu e resolve pagar - comprar - a família que agora mora lá, para que eles se façam de sua família durante esta data. Claro que isso gera momentos de constrangimento e coação que são muito divertidos na tela. Ver como o personagem de Affleck trata a família, que óbviamente odeia a situação, sempre que eles não cooperam com seus delírios natalinos é incrivelmene cômico. Sempre esfregando o contrato na cara deles. Legais mesmo são as expressões nos rostos da família (Constituída por pai, mãe e dois filhos), principalmente o pai e a mãe (James Gandolfini e Catherine O´Hara). Além das improváveis provações passadas pela família nas mãos de Drew eles também enfrentam a filha mais velha (Christina Applegate) que não estava nos planos, e pode estragar tudo.
O filme é muito engraçado e Affleck faz um excelente milionário afetado. Atenção para a cena em que ele pede chocolate quente para sua "mãe"; ou então o ator contratado para fazer o "vozinho" dele na noite de Natal. Hilárias ocasiões esperam o telespectador deste filme que, mesmo massacrado, é muito divertido.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PsicOfilmE: Armadilha (Entrapment)


Sean Connery. O cara é muito bom! Está certo que nem todos os filmes que ele fez foram incríveis, mas ele foi incrível em todos os filmes que fez. Neste Armadilha, não é diferente.
Na trama, uma belíssima (e bota "íssima" nisso) ladra/agente do governo, de nome Gin Baker, se envolve no jogo de crimes e sedução do experiente ladrão Robert "Mac" MacDouglas. Os dois, depois de um encontro inesperado, um assunto em comum e algumas ameaças acabam juntos no mais arriscado roubo de todas as suas vidas: Um banco que guarda todo o capital das maiores empresas da Ásia.
A princípio, Mac cai na armadilha da sedutora Gin, mas o filme mostra que não é bem assim... Vejam. Na pele do astuto e charmoso Mac, está o indefectível Sean Connery. E na pele - ou deveria dizer colant de couro - da sedutora, esperta, sexy, linda e corajosa Gin, está a nº1 do imaginário adolescente masculino, Catherine Zeta-Jones. O flme conta ainda com o gigante parrudão ajudante de Ethan Hunt na série Missão Impossível, Ving Rhames.
O filme é muito legal. As fagulas voam para todos os lados durante a produção. Seja pelos arrombamentos e invasões geniais, ou pelo intenso flerte entre os personagens principais. Talvez, a única fraquesa deles.
A cena de Zeta-Jones no alarme de Laser vermelho (clichê que não incomoda nem um pouco no filme porque é muito bem aproveitado) é antológica. Se não ficar na memória por ser fenomenal, ficam na lembrança as poses da estrela do filme, com uma roupa de couro que, com certeza, teve que rasgar para tirar.
Uma ação, um suspense e um crime surpriendentes, inteligentes e fascinantes. Excelente pedida cinematográfica.

PsicOgansO deseja um bom filme!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PsicOfilmE: O Expresso Polar (The Polar Express)


Antes de falar desse filme, eu queria dizer nós (eu e o PsicOgansO) adoramos filmes de Natal. É uma categoria cinematográfica que nem todo mundo gosta. Portanto, se não gosta de filmes natalinos, não veja só porque foi recomendado por nós aqui.
Falando agora para quem gosta de filmes de Natal, O Expresso Polar é incrível. Filmado com a tecnologia de captura de movimentos (1º grande produção feita com esta técnica. Mérito do diretor, Robert Zemeckis, que foi aprimorando a tecnologia com o tempo, em Beowulf, e recentemente, em Os Fantasmas de Scrooge), o filme conta a história fantástica de um trem (o expresso do título) que sai direto do Pólo Norte todos os anos, e leva criaças desacreditadas para um passeio pela terra do bom velhinho na véspera de Natal. Isso, é claro, para fazê-las acreditar. O filme pega toda a magia dos filmes natalinos e eleva a enésima potência. Mágico, encantador e belo, o filme conta com canções (bom, ainda é um filme de Natal), que são simpáticas até para o mais carrancudo dos espectadores. Em alguns papéis principais (ele dubla o menino protagonista, o pai dele, o andarilho, o Papai Noel e o maquinista), está Tom Hanks, que fica mais visível na "pele" do maquinista do Trem. Como sempre, competente.
Uma historinha bem emocionante, com sua dose de aventura, muita magia, fascínio e beleza. É o que se pode dizer este filme. Para gostar dele, como se diz no próprio filme, "basta acreditar".

P.S: Impossível não ficar com o coração, ao menos um pouquinho, partido quando um dos meninos do trem, que é pobre, conta sua história. Não era para contar, mas o ganso chorou...
Bom filme!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PsicOfilmE: Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking)


Definitivamente, um fime BOM. Inteligente, ácido, crítico, divertido e fascinate. Esta descrição, em poucas palavras, de "Obrigado por Fumar" realmente já diz tudo o que ha para saber sobre ele.
Na história do filme, o lobista - pessoa que representa os interesses de uma entidade e, também influencia outras. Neste caso, a indústria do Tabaco - Nick Naylor (o nosso Duas-Caras de Batman- The dark knight, Aaron Eckhart, fantástico) basicamente defende a indústria do tabaco. Parece pouco mas, ao longo do filme, as maneiras com que ele faz essas defesas são incríveis. Cínico, mentiroso, provocativo, irônico e envolvente. Nick Naylor emprega todas estas "qualidades" suas (cuidadosamente lapidadas e desenvolvidas) na família - com o filho,Joey (Cameron Bright), que aparenta seguir os passos do pai e a ex-esposa e o novo marido dela -, no emprego - óbviamente, nas defesas espetaculares ao cigarro, contra o Senador Ortolan Finestirre (William H. Macy)e na relação com seu chefe (J.K. Simmons)- e nos negócios - como na maravilhosa tentativa de promover o cigarro no cinema, com um produtor (Rob Lowe).
O mais fascinate no filme, é como você acaba realmente DEFENDENDO o tabagismo! Sim! Não é brincadeira! Numa das cenas mais legais do filme, você fica entre o cigarro, e... QUEIJO. E, adivinha? Por causa de Nick Naylor, nós escolhemos o cigarro!!!! O filme tem vários trunfos como este. Ótimas cenas em que Nick se encontra com seus amigos - um representante da indústra de armas e uma da indústria de bebidas alcoólicas- num bar habitual, são exemplos. Também a surreal passagem em que, num programa de TV ao vivo, os anti-tabagistas tentam desarticular nosso protagonista, trazendo um menino com cânser, proveniente do fumo excessivo. Ele consegue contornar magistralmente a situação e nós, mais uma vez, acreditamos nele!!! Por mais que nosso subconsiente saiba que está errado, nós confiamos naquele homem de fala eloqüente e sorrisos fáceis. Destaco também, todas as conversas de Naylor com seu filho. Muito boa uma discussão sobre qual sorvete é melhor: o de Chocolate ou o de Baunilha. Não vou dizer como é o desenrolar do papo, mas ele termina assim: "Mas eu não quero te convencer, quero só provar que estou certo e você errado". Só vendo para entender.
Bom, finalizando, com muitas sátiras e ironias, baseadas no "politicamente incorreto", Obrigado por Fumar (obra de Jason Reitman, filho de Ivan Reitman, de Os Caça-Fantasmas) é uma ótima pedida cinematográfica. É muito difícil resistir ao humor inteligente e provocativo do filme.

É isso.
PsicOgansO diz: Até semana que vem!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PsicOfilmE da semana: Violência Gratuita (Funny Games U.S.)


O PsicOgansO adora cinema. E esta semana ele escolheu um filme que é para quem gosta também. Gosta, de CINEMA. Não é gostar de ver filmes. Ele escolheu "Funny Games U.S.", Violência Gratuita paras os brazucas. Este filme é obra do diretor Michael Haneke, que fez em 1997 na Áustria, exatamente o mesmo filme (extamente mesmo! Os mesmos ângulos de câmera, os diálogos, tudo!) intitulado Funny Games. Ele refez o filme igualzinho pois o público - leia-se bando de preguiçosos - norte-americano não gosta de ler legendas. Vê se pode! O PsicOgansO aqui, até poderia dizer para vermos o original só para contrariar o Tio Sam, mas ele, e eu, preferimos o mais novo, pois os atores dele (Michael Pitt e Brady Corbet)nos assustam mais do que os austríacos.
Na história, dois adolescentes, loiros, educados, bonitos e bem vestidos (com roupas brancas de golf, inevitáveis comparações à Laranja Mecânica) aterrorizam uma família durante um dia. O filme é realmente aterrador e intrigante (principalmente nas cenas em que um dos moleques resolve dialogar com o público. Incomoda bastante). Isso para não dizer revoltante. A revolta é proveniente da reação dos personagens, uma grande alegoria sobre a impotência.
Perturbador e desconfortante, o filme cumpre exatamente a sua função. Com um final inesperado, com o qual o grande público não está acostumado, e realmente surpriendente e intragável (sacou a antítese?), Violência Gratuita é o filme da semana do PsicOgansO. Alerto, mais uma vez, que se trata de um filme PARA QUEM GOSTA DE CINEMA. Passa longe de ser um Blockbuster. Um bom filme, com um belo supense e um desenrolar nojento (sim, nesse filme isso é bom), ótima pedida para os fãs da sétima arte.

PsicOgansO deseja um bom filme!